Guia clínico

Escalas e Instrumentos Psicológicos

As escalas mais usadas em psicologia clínica brasileira, com guias de aplicação, interpretação e versões online gratuitas pra você usar com seus pacientes — incluindo envio por link, cálculo automático e registro no prontuário.

Escalas de humor (depressão)

Da triagem rápida (PHQ-9) à avaliação aprofundada (BDI-II), passando pelo modelo dimensional (DASS-21).

Online

PHQ-9 — Patient Health Questionnaire

Triagem de depressão em 9 itens. A escala mais usada em saúde mental brasileira. Aplicar e interpretar.

BDI-II — Inventário de Depressão de Beck

21 itens, três subescalas. Robusto pra avaliação clínica detalhada e laudos.

Online

DASS-21 — Depressão, Ansiedade e Estresse

Avalia 3 dimensões em 21 itens. Útil pra rastreio amplo e dimensional.

Escalas de ansiedade e trauma

Triagem (GAD-7), inventário detalhado (BAI), e o instrumento padrão pra TEPT (PCL-5).

Online

GAD-7 — Generalized Anxiety Disorder

Triagem de transtorno de ansiedade generalizada. Sensível pra acompanhamento longitudinal.

BAI — Inventário de Ansiedade de Beck

21 itens focados em sintomas somáticos. Diferencia ansiedade de depressão.

Online

PCL-5 — checklist de TEPT (DSM-5)

Avaliação de transtorno de estresse pós-traumático. Alinhado com critérios DSM-5.

Escalas específicas — risco, álcool, burnout

Instrumentos pra contextos clínicos sensíveis: avaliação de risco de suicídio (C-SSRS), uso de álcool (AUDIT) e burnout em profissionais de saúde.

Online

AUDIT — Uso de Álcool (OMS)

10 itens. Distingue uso de risco, uso nocivo e dependência. Padrão OMS para triagem.

Online

C-SSRS — Columbia (risco de suicídio)

Avaliação estruturada de ideação e comportamento suicida. O padrão internacional.

Burnout — critérios e avaliação

Como avaliar burnout em profissionais de saúde, professores e cuidadores.

Contexto clínico — quando usar cada coisa

Avaliação clínica geral, medição de outcome e avaliações específicas (neuropsi, TEA).

Avaliação psicológica — guia completo

Diferença entre triagem, avaliação clínica e avaliação formal (laudo). Quando usar cada uma.

Medir outcome terapêutico

Como usar escalas pra acompanhar evolução real do paciente ao longo do tratamento.

Avaliação neuropsicológica

Quando solicitar, como ler laudo neuropsicológico e como integrar com a clínica.

Avaliação de TEA — autismo

Instrumentos e protocolo pra avaliação de transtorno do espectro autista.

Perguntas frequentes

Qual escala usar para avaliar depressão em adultos?

PHQ-9 é a triagem mais usada por brevidade (9 itens) e excelente sensibilidade — ideal pra rastreio e monitoramento ao longo do tratamento. BDI-II é mais robusto pra avaliação clínica detalhada (21 itens, com subescalas cognitivas, afetivas e somáticas). PHQ-9 pra acompanhamento mensal; BDI-II em momentos-chave (avaliação inicial, revisão de plano).

Posso aplicar escalas online com meus pacientes?

Sim, desde que use instrumentos validados para versão digital e em ambiente seguro. PHQ-9, GAD-7, DASS-21 e AUDIT têm versões digitais validadas em português brasileiro. O CFP não veda aplicação remota — exige que o psicólogo registre a aplicação no prontuário e mantenha sigilo dos dados.

Preciso de aprovação do SATEPSI para usar essas escalas?

Depende do uso. SATEPSI aprova testes pra uso em avaliação psicológica formal (laudos para perícia, INSS, escolar). Escalas de triagem como PHQ-9, GAD-7, DASS-21 e AUDIT são frequentemente usadas como instrumentos clínicos complementares — não como base única de diagnóstico ou laudo. Pra laudos oficiais, prefira instrumentos com aprovação SATEPSI vigente.

A escala C-SSRS substitui a entrevista clínica em avaliação de risco?

Não. C-SSRS é instrumento estruturado pra organizar a coleta de dados sobre ideação e comportamento suicida — complementa a entrevista clínica, não a substitui. A avaliação completa de risco integra C-SSRS + entrevista + observação clínica + histórico do paciente.

Posso registrar pontuação de escala no prontuário sem assinatura específica?

Sim. A aplicação de escala de triagem integra o atendimento clínico e a assinatura do prontuário (em RASCUNHO até revisão final) cobre o registro. Para laudos formais, a assinatura digital com hash de integridade da Resolução CFP 09/2024 protege o documento.