C-SSRS Online
Avaliação de Risco de Suicídio
Aplique a Columbia Suicide Severity Rating Scale (versão Screen) com 6 perguntas e classificação automática do risco. Gere também o Plano de Segurança Stanley-Brown. Gratuito, sem cadastro, sem armazenamento.
C-SSRS Screen — versão de rastreio (6 itens). Período de referência: último mês para Q1–Q5; vida toda + últimos 3 meses para Q6.
Q1 · Desejo de estar morto
Em algum momento no último mês a pessoa desejou estar morta ou desejou poder dormir e não acordar?
Q2 · Pensamentos suicidas não específicos
Em algum momento no último mês a pessoa teve algum pensamento real de se matar?
Q3 · Pensamentos suicidas com método (sem plano nem intenção)
Em algum momento no último mês a pessoa pensou em como poderia se matar?
Q4 · Intenção suicida (sem plano específico)
Em algum momento no último mês a pessoa teve esses pensamentos e teve alguma intenção de agir?
Q5 · Intenção suicida com plano específico
Em algum momento no último mês a pessoa começou a elaborar ou já elaborou os detalhes de como se matar e pretende seguir o plano?
Q6 · Comportamento suicida
A pessoa já fez algo, começou a fazer algo ou se preparou para fazer algo para terminar com a sua vida?
Responda as 6 perguntas restantes para avaliar
O que é a C-SSRS?
A C-SSRS (Columbia Suicide Severity Rating Scale) é o instrumento mais utilizado mundialmente para avaliação de risco de suicídio. Desenvolvida por Kelly Posner, David Brent e colaboradores na Universidade Columbia (2008), foi validada em centenas de estudos clínicos e adotada como referência pela FDA, OMS, NIMH e por mais de 90 países. A versão Screen, implementada aqui, tem 6 perguntas estratificadas em ordem crescente de gravidade — do desejo passivo de estar morto até comportamento suicida efetivo —, permitindo classificação rápida do risco em ambulatório, emergência ou atenção primária. É uma das poucas escalas de rastreio com evidência forte de capacidade preditiva.
Como interpretar o resultado
| Resposta | Classificação | Conduta sugerida |
|---|---|---|
| Nenhum sim | Risco baixo | Monitoramento clínico habitual. Reavalie em qualquer mudança clínica significativa, evento estressor agudo ou episódio depressivo. |
| Sim em Q1, Q2 e/ou Q3 | Risco moderado | Avaliação ampliada na sessão. Elaboração de plano de segurança Stanley-Brown. Considere aumentar a frequência de sessões e articular com psiquiatra se houver comorbidade. |
| Sim em Q4 ou Q5 | Risco alto | Plano de segurança detalhado imediato. Restrição de acesso a meios letais. Articulação com psiquiatra. Contato com familiar/responsável com consentimento. Aumente frequência de monitoramento (semanal ou mais). |
| Sim em Q6 nos últimos 3 meses | Risco iminente | Conduta de emergência: acionamento de SAMU (192) ou CAPS-AD III/CAPS de crise. Comunicação imediata a responsável quando possível. Considerar internação psiquiátrica. Documentar fundamentação clínica da quebra de sigilo conforme Código de Ética do CFP. |
O Plano de Segurança Stanley-Brown
O Safety Planning Intervention (Stanley & Brown, 2012) substituiu o antigo “contrato de não-suicídio” como padrão de cuidado. Diferentemente do contrato (que se limita a uma promessa), o plano é um kit operacional que o paciente carrega consigo: sinais de alerta para identificar, estratégias para usar, pessoas e serviços para contatar, ambiente para preparar. Tem evidência de redução de ideação suicida, de tentativas e de reinternações nas semanas seguintes à elaboração.
Esta ferramenta integra a C-SSRS com a elaboração do Plano de Segurança numa única sessão. Após a avaliação, você preenche os 6 elementos com o paciente, e o documento pode ser impresso, baixado ou enviado por WhatsApp para o paciente.
Perguntas frequentes
A C-SSRS é validada em português brasileiro?+
Sim. Existem traduções validadas para o português brasileiro, incluindo versão revisada pela Columbia Lighthouse Project. O instrumento é de domínio público e disponibilizado gratuitamente em mais de 100 idiomas.
Posso aplicar a C-SSRS por teleconsulta?+
Sim. A Resolução CFP 09/2024 reconhece a aplicação de instrumentos por teleconsulta, mantidas as condições adequadas (paciente em vídeo, ambiente privado, consentimento). Em casos de risco alto detectado online, é obrigatório ter previamente mapeados contato de emergência e endereço do paciente para acionamento de suporte local.
Como documentar a aplicação no prontuário?+
Registre: data e hora, respostas item a item (sim/não para cada uma das 6 perguntas), nível de risco identificado, plano de segurança elaborado (ou justificativa de não elaboração), conduta tomada (encaminhamentos, articulação com rede, próximos passos), e em casos de risco alto/iminente, fundamentação de eventual quebra de sigilo.
Plano de segurança substitui contrato de não-suicídio?+
Sim. Pesquisas mostram que o contrato de não-suicídio não tem evidência de efetividade e pode até induzir falsa segurança. O Safety Planning Intervention (Stanley & Brown, 2012) é o padrão atual, com evidência consistente de redução de ideação, tentativas e reinternações.
Quando devo acionar o SAMU?+
Acione o SAMU (192) quando: tentativa em curso ou recente; ingestão perigosa de substâncias/medicamentos; agitação grave com risco de auto/heteroagressão; paciente não consegue garantir segurança até atendimento. Para risco moderado sem iminência, CAPS de crise é referência mais adequada.
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